WORLD KINDNESS MOVEMENT



A VIDA SE CONSTRÓI ..... COM GENTILEZAS

Por Elizabeth C P Corrêa


Esta história do dia-a-dia é real, aconteceu comigo.
Vou expor com toda sinceridade para que acreditem e possam compartilhar!

          A introdução do motoboy nesta megalópole que é São Paulo piorou consideravelmente o transito, e gerou intranqüilidade. Eles conquistaram posição importante no comércio e serviços pela rapidez de locomoção.
          Desde então, adquiri antipatia gratuita (ou não) por esta gente, embora não os molestasse. Porem, certo dia, talvez por distração, ocorreu um caso grave entre eles e mim. Estavam em duas motos e, sem que eu soubesse o real motivo, um deles se aproximou para chutar o retrovisor lateral de meu carro, enquanto o outro, que vestia um macacão prata e capacete em forma de gota, fazia sinal insistente para que este continuasse. Por fim, conseguiram o objetivo e se afastaram.
          Todos os motoristas naquela avenida, ao meu redor, ficaram estarrecidos pelo ocorrido. Olhavam para mim mexendo com a cabeça de um lado para outro, incrédulos. Fiquei desconcertada por chamar a atenção por algo nada positivo. Logo à frente, estacionei e reposicionei o retrovisor, que ficara fora de prumo.
          Passaram-se muitos e muitos dias, e cheguei à conclusão que, dependendo de mim, jamais algo parecido voltaria a acontecer.
           Passei a observar melhor estes trabalhadores; propiciar passagem a eles, ora afastando-me do meio fio da rua, ora adiantando o veículo quando parado pelo semáforo.
Daí, então, esta gente ‘rude’ passou a acenar, mostrando braços robustos e às vezes tatuados, com um obrigado; a menear a cabeça como: “Puxa que legal! Inacreditável”. Às vezes, com um toque de buzina ou olhares pesados (do cansaço), porém, sempre, de ‘muito obrigado’.
           Hoje se observo qualquer rispidez, deselegância ou o comportamento que seja estranho, penso “NÃO FUI GENTIL O SUFICIENTE”.  
            Por este ocorrido, posso sem titubeios afirmar: “A gentileza move montanhas”!