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Depressão precisa ser controlada em doenças crônicas

Postado por Alberto Ogata no Blog do Ogata em 10/08/2009

Muito se fala dos efeitos da depressão e dos estados mentais negativos sobre a saúde, principalmente sobre as doenças crônicas. Porém, não havia documentação científica se as queixas dos depressivos tinham substrato anatômico, ou seja, a piora relatada pelos pacientes tinha ou não correlação com os exames de acompanhamento.
Pesquisadores da Califórnia, buscaram associar os sintomas de pacientes portadores de doença cardíaca conhecida, com os exames da função cardíaca.
Foram acompanhados mais de mil pacientes de São Francisco que estavam em tratamento para cardiopatia coronariana ou hipertensos, no período de 2000 a 2002. Os pacientes responderam questionários que avaliavam a presença de depressão e também eram submetidos aos exames tradicionais para doença cardíaca como eletrocardiograma, ecocardiograma e testes de esteira.
No grupo de pacientes estudados, 20% eram depressivos; esses também apresentavam queixas de pior qualidade de vida, dificuldades no dia-a-dia e sintomas mais intensos.
Já os exames da função cardíaca, não mostraram uma relação positiva entre os sintomas relatados e a piora da função cardíaca.
Conclusão do estudo: embora a depressão não agrave as doenças crônicas, sua avaliação e a detecção dos sintomas depressivos nos pacientes portadores de doença crônica, deve fazer parte dos protocolos de acompanhamento. Além disso, deve haver um manejo adequado e propostas de tratamento conjunto da doença de base e da depressão. (G1)

Muitas pessoas relacionam câncer de mama a estresse
A ideia de jogadores de futebol americano jogando com chuteiras e luvas cor-de-rosa pode parecer estranha, mas aconteceu segunda-feira. Os brutamontes estão participando, como todos os times da liga, da Campanha Outubro Rosa.
Na segunda-feira (5), no Rio de Janeiro, a estátua do Cristo Redentor foi iluminada nessa cor, somando-se a vários monumentos e prédios públicos através do país, tudo isso para chamar a atenção para uma doença que ainda mata meio milhão de mulheres todos os anos.
Tudo começou em 2006, quando programadores da Califórnia, nos Estados Unidos, resolveram pintar de cor-de-rosa seu site e dedicaram a ideia ao mês de Conscientização do Câncer de Mama.
De lá para cá, a iniciativa atinge a internet em suas variadas formas: sites, blogs e Twitter se pintam de rosa para que as mulheres se informem mais sobre os riscos e a prevenção da doença.
Apesar de todo avanço tecnológico, que hoje em dia permite o diagnóstico precoce e tratamento eficiente, faltam informações para as mulheres.
Desde abril de 2009, o Sistema Único de Saúde está obrigado a oferecer a mamografia a todas as brasileiras com mais de 40 anos.
O câncer de mama está relacionado a histórico de câncer de mama na família, menopausa tardia, reposição hormonal, consumo de álcool, obesidade e não ter filhos.
A disseminação da informação pode ajudar a desfazer mitos que ainda existem sobre o câncer de mama.
Segundo uma pesquisa realizada em 5 capitais brasileiras, 47% das mulheres entrevistadas ainda relacionam a doença a problemas emocionais e estresse, contrariando as evidências científicas.
Das entrevistadas, somente 29% fazem mamografia quando o médico indica o exame. A consequência disso é um índice de 10% de detecção precoce - quando o tumor teria maior chance de cura, poupando as pacientes de cirurgias mutiladoras e sofrimentos maiores no tratamento.
Participe do Outubro Rosa, fale sobre o assunto com as pessoas da sua família.O tema não é exclusivo das mulheres. Aos homens cabe um papel fundamental: dar apoio às mulheres de sua vida a se cuidarem. Mães, esposas e filhas devem estar bem informadas sobre o câncer de mama. (Luis Fernando Correia - G1)


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