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Dia Mundial da Luta Contra a AIDS

SEXO NÃO TEM IDADE. PREVENÇÃO TAMBÉM NÃO!

Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que as DST/AIDS estão atingindo pessoas casadas ou solteiras, jovens ou idosas, ricas ou pobres, nas grandes ou pequenas cidades. A AIDS é uma epidemia que cresce a cada dia.

Por Dra. Elisabete F. Almeida


Ao longo de mais de 20 anos de epidemia, o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a deixar de associar a Aids à morte em suas campanhas. Ao contrário dessa tendência, no País a comunicação sobre a Aids passou a privilegiar o respeito aos direitos humanos, a informação, a valorização da auto-estima e o incentivo ao uso do preservativo.

Além desse diferencial no enfoque dado à doença, temas considerados tabus foram abordados nas campanhas de Aids do Brasil: campanhas voltadas para homens que fazem sexo com homens (2002), para mulheres adolescentes que não têm vergonha de comprar o preservativo (2003) e até uma campanha em que um homem conversa com o próprio pênis (1994). Todas elas foram consideradas polêmicas por sua ousadia.

A Campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids em 2008 tem como público-alvo a população heterossexual com mais de 50 anos de idade. O foco são homens maduros das classes C e D.

A escolha desse público seu deu, principalmente, porque a incidência de Aids praticamente dobrou nessa população nos últimos 10 anos (de 7,5% em 96 para 15,7% em 2006). Ao contrário do que muitos pensam, as pessoas acima de 50 anos de idade têm uma vida sexualmente ativa, 73,1% fez sexo no último ano e apenas 22,3% usaram preservativo na última relação, ao contrário da população de 15 a  24 anos, onde 57,3% usaram na última relação.

Esse público nunca foi alvo de campanhas e os números mostram o quanto é importante conscientizar essa faixa etária sobre o uso da camisinha.

O sucesso do programa brasileiro, que garantiu maior qualidade de vida aos portadores do HIV, pode causar a falsa sensação de "segurança" em relação à doença. Não se engane: a AIDS é uma doença grave, que afeta o sistema imunológico das pessoas, não tem cura ou vacina, e pode levar à morte. O melhor caminho, portanto, ainda é a prevenção.

PREVENÇÃO SEGURA:

O sexo sem proteção tem um sem número de implicações negativas além da Aids, dentre as quais a gravidez indesejada e, a infecção pelos diversos tipos de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Usar corretamente a camisinha nas relações sexuais, continua sendo a melhor maneira de evitar a AIDS e demais doenças sexualmente transmissíveis.

Se você é usuário de drogas injetáveis, utilize sempre material descartável e nunca compartilhe agulhas ou seringas. Ao fazer tatuagens ou piercings, verifique se o material usado na aplicação é descartável e está devidamente esterilizado. Para as gestantes, um alerta especial: para garantir a saúde o seu filho faça o teste anti-HIV durante o pré-natal procure acompanhamento médico para tratamento caso o exame dê positivo.

Pílula de prevenção à AIDS

Cientistas de diferentes partes do mundo estão testando uma terapia preventiva para diminuir o risco de contaminação pelo vírus HIV, causador da Aids, mesmo quando os pacientes têm relações sexuais sem o uso de preservativos, diz um artigo publicado pela revista New Scientist, de novembro de 2008.

Segundo a revista, o tratamento preventivo, chamado profilaxia pré-exposição (ou PrEP, na sigla em inglês), prevê que os pacientes tomem apenas uma pílula.
Este tratamento ainda não teve sua eficácia comprovada por testes clínicos e é receitado por poucos médicos americanos para um número muito pequeno de pessoas.
A revista New Scientist afirma que "é provável que o medicamento tenha um efeito modesto - talvez reduzindo o risco (de contaminação) para cerca de dois terços". De acordo com o artigo, os remédios usados na terapia preventiva são o Tenofovir e o Truvada - que contém o mesmo princípio ativo da primeira droga, o tenofovir, e também um outro medicamento chamado emtricitabina.

 

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