ABQV na Mídia



Trânsito é um dos setores que as pessoas mais reclamam a falta de gentilezas

Por: Lívia Gandolfi 

 

Motoristas não respeitam sinalização e pedestres se arriscam para atravessar

'Com licença’. ‘Obrigada’. ‘Por favor’. ‘Bom dia’. Esses são alguns exemplos de expressões que existem – ou deveriam existir – no vocabulário de todas as pessoas.

Educação e gentileza devem ser praticadas todos os dias, sem distinção. E o que pouca gente sabe é que nesta sexta-feira, dia 13, comemora-se no mundo inteiro o ‘Dia da Gentileza’. 

Para divulgar a data e, principalmente, para que não seja exercida apenas neste dia, desde 1996, um grupo de pessoas propaga o chamado ‘Word Kindness Moviment’, movimento que pretende, por meio do intercâmbio de profissionais e pessoas de diversos países, encorajar as ações que visam a construção de um mundo mais amável e justo. 

A ideia surgiu em uma conferência realizada em Tóquio e desembarcou no Brasil por meio do trabalho da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

A diretoria da entidade, que tem como visão ser uma instituição influenciadora em processos de transformações sociais e organizacionais, acredita que a proposta de estimular a gentileza entre pessoas e grupos em seus países e comunidades levará à melhoria das relações interpessoais e, consequentemente, da qualidade de vida de todos.

“Por meio da simplicidade deste movimento, podemos difundir a propagação de ambientes sociais de convivência mais cordiais e saudáveis, fazendo com que as pessoas se sintam mais respeitadas e seguras”, afirma Alberto Ogata, presidente da ABQV. 

HAJA OUVIDOS!

Uma das principais reclamações das pessoas é quanto à falta de respeito e de educação no trânsito. Nos horários de pico, as buzinas e os xingamentos são a principal ‘trilha sonora’ nas ruas de Catanduva.

Segundo a instrutora de um Centro de Formação de Condutores da cidade, Adriana Cristina André, os pedestres são os que mais sofrem com tanta falta de gentileza.

“Os motoristas não respeitam a sinalização, param sobre a faixa. Essa é uma das principais reclamações que eu ouço durante minhas aulas”, explica a instrutora.

Na tarde de ontem, a reportagem de O Regional esteve num dos principais cruzamentos do município: ruas Brasil com Sergipe. Naquele local, os pedestres precisam fazer malabarismos, circular entre os carros para conseguir atravessar, mesmo existindo a faixa de pedestre, sinalizada no solo. 

Outra reclamação das pessoas é quanto ao momento de estacionar o veículo ou cruzar uma rua da região central.

“Mesmo dando seta, a pessoa não dá espaço para o outro motorista sair ou entrar numa vaga, pois encosta a frente de seu carro na traseira de outro veículo”, salienta Adriana.

Na opinião da instrutora, o que falta nos motoristas é educação, pois para conviver socialmente no trânsito é preciso ser comunicativo, admitir os próprios erros.

“E como é problemático errar. Você pode ser agredido verbalmente se cometer algum erro, que é comum entre todos os seres humanos”, diz.

Todo esse estresse pode trazer consequências graves, como mortes ou lesões.

“Hoje, a vida no trânsito passou a ser um objeto. Por isso, é importante ter cuidado, pois nunca se sabe quem está dirigindo o carro ao lado”, destaca a instrutora.

Para finalizar, Adriana garante ser necessário dar bons exemplos aos futuros condutores.

 


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