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Qualidade de vida nas empresas

Publicado originalmente na revistavocerh.abril.com.br - 09.10

Durante o IX Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida, que aconteceu de 05 a 07 de outubro em São Paulo, foram apresentados os resultados preliminares da pesquisa "Working Well", com números do Brasil, África, Ásia, Austrália, Canadá, Europa e Estados Unidos. Pela primeira vez há dados comparativos sobre qualidade de vida no trabalho no Brasil com relação a outros países.

A pesquisa, realizada pela Buck Consultants com o apoio da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida), se propôs a avaliar a prevalência das tendências e práticas de bem-estar nas empresas. Para isso, foram entrevistados gestores de RH e saúde de 153 empresas de segmentos diversos que atuam no Brasil, nacionais e multinacionais, que juntas compõem um universo de 250 mil pessoas. No mundo, foram ouvidas 1.100 empresas de 45 países.

Principal objetivo


No Brasil, Austrália, Canadá, Europa e África os programas de qualidade de vida visam primeiramente melhorar a produtividade / presenteísmo. Nos Estados Unidos o objetivo principal é reduzir os cuidados com saúde / custos de seguros, já na Ásia a intenção dos programas é melhorar o moral dos trabalhadores / engajamento.

Índice de aplicabilidade

Mundialmente, a estratégia de bem-estar é plenamente aplicada em 21% das empresas entrevistadas. Para 37%, a estratégia é parcialmente implementada. Há numerosas iniciativas, mas nenhuma estratégia global em 20% dos casos. Para 6%, há estratégias, mas elas não são aplicadas e para 3% não há ações de promoção da saúde.

Entre as empresas brasileiras:

- 44% estratégia é parcialmente implementada
- 18% estratégia é plenamente aplicada
- 11% nenhuma estratégia corrente, mas várias iniciativas em toda a organização
- 11% têm estratégia, mas ainda não foram implementadas
- 9% sem estratégia, mas pretende desenvolver nos próximos dois anos
- 7% sem estratégia de promoção da saúde

Pontos mais relevantes

No Brasil, os dois pontos igualmente mais relevantes no desenvolvimento dos programas de qualidade de vida são atividade física e nutrição. Na sequência aparece, pela ordem, estresse, pressão alta, colesterol alto, doenças crônicas, fumo, segurança no local de trabalho e obesidade.

Quanto aos incentivos, ou penalidades, 16% das empresas brasileiras oferecem; 40% não oferecem, mas têm planos para oferecer; e 44% não oferecem nem têm planos para oferecer. Nos Estados Unidos, 56% possuem planos de incentivo ou penalidades, 26% não têm, mas desejam adotar o modelo e 18% não têm planos para adotar a prática.

ROI

No Brasil, 68% das empresas entrevistadas não mediram os resultados financeiros dos programas de promoção da saúde, contra 32% que fizeram esse calculo. O principal impacto dos programas de qualidade de vida dentro das organizações brasileiras, segundo os entrevistados, é a melhora na imagem da empresa, seguido por maior engajamento da força de trabalho e melhora global da saúde do trabalhador.

 


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